quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O mundo não cabe no sonho americano



(postando uma matéria do Estadão, de Cláudia Trevisan, Seção: Meio ambiente 00:44:14).
A integração de milhões de chineses e indianos à economia global e a ameaça da mudança climática deixam claro que o mundo não cabe mais no sonho americano do consumo desenfreado, dos carrões e do desperdício. A China se transformou no patinho feio da questão ambiental, com o maior volume de emissões de gases que provocam o efeito estufa, mas os Estados Unidos continuam a ser o maior poluidor quando se considera as emissões per capita de seus habitantes. Cada norte-americano polui quatro vezes mais que um chinês e o dobro de um europeu.
O sonho americano funcionava em um mundo de poucos, no qual o 1,3 bilhão de chineses e o 1,1 bilhão de indianos estavam virtualmente ausentes do mercado de consumo global, em razão da pobreza em que viviam. Quando essa massa que representa 40% da humanidade começa a comprar carros, viajar de avião e produzir a enorme quantidade de lixo associada ao modelo industrial ocidental, fica claro que o mundo terá que inventar outro sonho, muito mais frugal que o americano. Se a China tivesse a mesma proporção de carros por habitante existente hoje nos Estados Unidos, o país teria mais carros do que os que circulam hoje em todo o planeta.
E esse novo sonho terá que ser sonhado também pelos norte-americanos, que até agora se recusaram a assumir qualquer compromisso internacional que limite as suas emissões de gases, que representam cerca de 20% do total. Não é moralmente justificável exigir que os emergentes chineses e indianos adiem suas aspirações de consumo para que os americanos possam continuar a comprar enormes SUVs. Claro que a China também tem enorme responsabilidade na questão do aquecimento global, principalmente em razão de sua grande dependência do carvão para produção de energia. Mais poluente entre os combustíveis fósseis, ele reponde por 70% da matriz energética do país. Mas até agora, os líderes chineses mostraram mais disposição para enfrentar o problema do que os norte-americanos.
A Conferência do Clima que começa hoje em Copenhague traz o desafio de países ricos e pobres chegarem a um acordo sobre as responsabilidades de cada um no combate do aquecimento global. O painel das Nações Unidas que estudou o problema concluiu que os países desenvolvidos precisarão reduzir suas emissões entre 25% e 40% até 2020 em relação ao patamar existente em 1990. A proposta dos Estados Unidos prevê um corte de 17% sobre o nível de 2005, o que equivale a uma diminuição de 4,8% na comparação com 1990. Isso representa menos de um quinto do menor patamar de corte considerado necessário pelo painel das Nações Unidas. Para quem não fez nada até agora é muito pouco, não?

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

blowin' in the wind

Agora são 4h32 da madrugada e já já eu to tomando o avião de volta.
Não vejo a hora de chegar. Quero ver o João Lucas. Saudades de todos vocês. Quero ver e abraçar também.
Não sei se me entendem, mas esses 10 dias foram mais longos que os outros meses que passei aqui na Espanha.
Tem algo dentro de mim que não cabe no lugar onde está.
Parece que quer explodir e sair pelas paredes do quarto.
The answer, my friend, is blowin' in the wind,
The answer is blowin' in the wind.
Hoje ouvi a "voz" do Lucas pela primeira vez no tel. hehe. Quero pegar ele no colo amanhã.
20h meu avião estará pousando no Brasil. =)
Já que to ae.
Depois a gente precisa marcar um churrasco de fraldas. Certeza. Mas tem que ser no mínimo daqui duas semanas. Nesse final de semana quero ficar com o Lucas. =) Mas a gente combina isso. Ele vai precisar de muita fralda. hehe.
Sintam-se abraçados. Já que a gente comemora e bebemora junto.

Na verdade, pensei hoje indo pra faculdade: aqui dentro tem uma alma que parece não caber onde está. Ela é ansiosa demais... demais!

How many roads must a man walk down,
Before you call him a man?

Quantos caminhos um homem deve percorrer,
Antes que possam chamá-lo de homem?
Sim e quantos mares precisará uma pomba branca sobrevoar,
Antes que possa repousar na praia.
Sim e quantas vezes mais balas de canhão voarão,
Até serem para sempre banidas?
A resposta, meu amigo, está soprando no vento.
A resposta está soprando no vento.

Quantos anos deve uma montanha existir,
Antes que ela seja lavada pelo mar?
Sim e quantos anos podem algumas pessoas existir,
Até que sejam permitidas a serem livres?
Sim e quantas vezes pode um homem virar sua cabeça,
E fingir que ele simplesmente não vê?
A resposta, meu amigo, está soprando no vento.
A resposta está soprando no vento.

Quantas vezes precisará um homem olhar para cima,
Até que possa ver o céu?
Sim e quantos ouvidos precisará um homem ter,
Até que ele possa ouvir seu próximo chorar?
Sim e quantas mortes ainda serão necessárias,
Até que ele descubra que já morreu gente demais?
A resposta, meu amigo, está soprando no vento.
A resposta está soprando no vento.