escrevendo o que às vezes não sai falado... "Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir". (Fernando Pessoa)
terça-feira, 5 de agosto de 2014
Luz
terça-feira, 20 de maio de 2014
domingo, 11 de agosto de 2013
sexta-feira, 26 de julho de 2013
yesterday
Saudades!
Vc gostava dessa música... E a letra, quase propícia pra ocasião.
terça-feira, 7 de maio de 2013
O que ficou...
Ficou muita coisa pra trás.
Faltou muita coisa pra fazer. Muitas risadas para rir. Muitas lágrimas para molhar. Muito choro pra comemorar.
Sobraram momentos pra lembrar. Abraços pra guardar. Carinho pra acalentar.
Ficaram as lições aprendidas. As brigas esquecidas. Os conselhos enraizados.
A lembrança do sorriso vergonhoso. A gargalhada de alegria. Os olhos umedecidos. O até logo no portão. A expectativa da chegada. A espera não cansada.
Sobrou amor, sobraram sonhos. Faltou tempo pra chegar lá.
A imagem vista no final não era pra ter sido.
Os últimos dias não eram pra ter existidos.
Aquelas flores não eram mais bonitas. Aquela madeira não era mais cheirosa. Aquela terra não era do canteiro.
Aquele corpo forte, inerte, ainda ouvia. Pulsava. Lutava. Queria.
Aquele soluço mascarando o choro. Aquele choro escondendo o rosto. Aquela dor sentida.
Não tinha como. Não teve como.
Ficou um vazio. Ficou um cheio. Ficou o amor amado incondicional.
Ficaram os exemplos. Ficou a vida dividida. A vida transfigurada. A vida repartida. A vida em outras vidas. O riso puro, inocente, misturado ao sorriso duro, mas sincero.
Ficou o momento congelado. Ficou a vida vivida. A vida doada. A vida esculpida.
Ficaram desculpas por pedir, promessas pra cumprir, sonhos pra viver.
Ficou a certeza de que tudo valeu a pena.
Ficou a esperança de um dia continuarmos... talvez já estamos continuando.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Saudade!
E hoje ela chegou mais forte!
Não pediu licença. Bateu na porta e foi entrando.
Vem saudade, vai o sorriso.
Vai saudade, vem a lembrança.
Deixa a vida dividida.
Mas não leva o mais importante.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
CONTANDO AS HORAS
Sabe quando a gente passa o tempo olhando para o relógio e contando o tempo para algo que está demorando pra acontecer?
Passei o domingo todo assim. Quase o final de semana todo, mas no domingo foi mais intenso. Não via a hora de chegar segunda feira a noite e desembarcar no Brasil.
Agora, nesse exato momento, começou outra vez. Agora são 20h13. Meu vôo sai amanhã, às 9h30...
PARIS
Pois é! O nome do blog mudou! Acabei de mudar. Graças a neve.
Eu vou explicar. Hoje estou em Paris. Mas não me venha com essa conversa: nossa, qui tuduu! Baah! Eu queria mesmo era estar chegando no Brasil.
Tudo bem. Estou nervoso. Mas não me culpem. Esse mal humor passa.
Quando não se tem muito dinheiro, a gente opta por comprar passagens aéreas mais baratas. E cá estou eu graças a la nieve.
Madrid-Guarulhos, sairia 300 euros mais caro que a conexão Madrid-Paris, Paris-Guarulhos. Seria mais tempo de vôo, eu sabia, mas não me incomodei. Afinal, 300 euros pra mim que não os tenho são importantes. Ou melhor, eram importantes. Hoje não são mais.
Uma nevasca violenta em Paris atrasou o embarque que foi adiado umas três vezes até um total de 2 horas.
Embarquei e o avião não saiu do lugar por mais 2h. Charles de Gaulle estava interditado. Pois é, lá estava eu em Barajas, curtindo um tédio.
Nos últimos três dias não via a hora de embarcar para o Brasil. Estava viajando, fora de Madrid (depois escrevo sobre isso), mas o que mais queria era ver a Lívia, a família e os amigos. A viagem foi bonita, mas o que me encantava mais era a pronta idéia de voltar pra casa. Eu vi várias vezes a cena da Gabi dando risada ao ganhar o regalo que estou levando pra ela de Amsterdam. Vi eu abraçando a Carla e apertando a bochecha. Vi meu pai no aeroporto junto com a Lívia me esperando. Vi os abraços e os beijos. Saudades é foda.
Enfim, o avião decolou e chegamos em Paris com 4h de atraso. Mais meia hora pra se descer do avião porque o ônibus não vinha para o translado. Com medo e ansioso pra tentar um vôo ainda pra hoje, descobri que meu inglês melhora muito em situações extremas... mas qualquer coisa já é uma melhora pra alguém que sempre trava no exercício da conversatition.
Depois de muito stress em uma fila gigante, descobri que não tinha mais vôos pra hoje. Ganhei uma estadia num hotel do caralho, com direito a janta e café da manhã, mas ganhei também uma raiva gigante depois de tentar ligar para o Brasil várias vezes. A empresa aérea me deu um cartão telefônico com créditos de 10 minutos. Tinha planejado ligar 5 minutos pra minha casa e 5 minutos pra Lívia. Mas foram só planos. Nenhum telefone aceitou o código. E tinha somente duas moedas de 10 centavos pra tentar usar o telefone. Lembrei da nota de 50 euros e fui tomar um café pra poder trocar a grana. Isso porque descobri terminais para comprar cartões novos. Mas a máquina só aceita notas de 5 ou 10 euros.
Café tomado, nota trocada. E máquina me engole uma nota de 5 euros e não devolveu mais. Restou pedir para trocar uma outra nota de por moedas que foram usadas em segundos de conversa com o Felipe.
E cá estou eu no hotel. Com vontade de estar chegando no Brasil...

