sexta-feira, 25 de setembro de 2009

NO Limites


Sometimes I feel so happy
Sometimes I feel so sad
Sometimes I feel so happy
But mostly you just make me mad

Trecho de Velvet Underground em homenagem a várias e várias pessoas e situações que esbarram com a gente pelo caminho. Quando parece que o podre saturou, certas criaturas persistem em demonstrar que o esterco não é o limite. Como diria Flávio Lemos e Renato Russo: vocês são vermes, pensam que são reis.
Deve ser o alto nível de stress desses dias e essa ansiedade de gritar que tá fazendo eu postar isso aqui. Não liga não. Passa!
Aliás, tudo passa! Até uva passa!
Uma filosofia ANTAlógica para deixar o final deste post mais brando e para combinar com a inteligência de algumas pessoas.
Desculpa ai!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

De SÃO PAULO aos Coríntios


As Escrituras comprovam: o inteligentão SÃO PAULO, mandou cartas para ensinar "os burrão" Coríntios.

OURO DE TOLO

(by Raul Seixas)

Eu devia estar contente porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros por mês...
Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso na vida como artista
Eu devia estar feliz porque consegui comprar um Corcel 73...
Eu devia estar alegre e satisfeito por morar em Ipanema
Depois de ter passado fome por dois anos
Aqui na Cidade Maravilhosa...
Ah! Eu devia estar sorrindo e orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada e um tanto quanto perigosa...
Eu devia estar contente por ter conseguido tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado que eu estou decepcionado...
Porque foi tão fácil conseguir e agora eu me pergunto "e daí?"
Eu tenho uma porção de coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...
Eu devia estar feliz pelo Senhor ter me concedido o domingo
Prá ir com a família no Jardim Zoológico dar pipoca aos macacos...
Ah! Mas que sujeito chato sou eu que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro, jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco...
É você olhar no espelho, se sentir um grandessíssimo idiota
Saber que é humano, ridículo, limitado
Que só usa dez por cento de sua cabeça animal...
E você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial
Que está contribuindo com sua parte
Para o nosso belo quadro social...
Eu que não me sento no trono de um apartamento
Com a boca escancarada, cheia de dentes,
Esperando a morte chegar...
Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais
No cume calmo do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora de um disco voador...
Ah! Eu que não me sento no trono de um apartamento
Com a boca escancarada, cheia de dentes,
Esperando a morte chegar...
Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais
No cume calmo do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora de um disco voador...

Mudei a estrutura das estrofes por achar que da forma como estava ficaria muito extenso para o blog. Velha mania de achar. Mas as palavras que ai estão, todo mundo sabe, são do Raulzito. E têm tudo a ver comigo.
Pois é!
Eu tenho uma porção de coisas grandes prá conquistar
E eu não posso ficar aí parado...

sábado, 5 de setembro de 2009

MACONDO

Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo. Macondo era então uma aldeia de vinte casas de barro e taquara, construídas à margem de um rio de águas diáfanas que se precipitavam por um leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pré-históricos. O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome e para mencioná-las se precisava apontar com o dedo.

Taí algo fantástico! Macondo nasce no meio do nada e quase sem contato com o exterior cresce, prospera e volta a virar nada quando é varrida do mapa por uma tempestade de vento. Melquíades sabia disso! E sabia também do bebê com rabo de porco e da importância das formigas.
Eu não to ficando louco não, como ultimamente, até eu tenho achado. Estou falando de de um lugar que antes de voltar a ser nada, testemunhou feitos e paixões, realidades e absurdos. Um cenário tão vivo quanto seus habitantes, onde a vida é (ou foi) pulsante, cíclica, inédita, e porque não dizer, também solitária. Os Buendía me dariam razão. E tá tudo lá! Na obra do Gabo.
Quando me perguntam qual é meu livro favorito, oscilo entre três. Isso porque essa é uma das tantas perguntas que não gosto de responder. É difícil decidir um só quando tenho três muito particulares. Mas confesso, Cien Años de Soledad, de Gabriel García Márquez, é um deles.
Você já leu? Se não, não faz idéia do que tá perdendo. Deixa de preguiça e lê logo! Você vai entender de bananal, de louco amarrado em árvore e até mesmo de menina que sobe aos céus feito anjo de vento. Tenho certeza que não vai achar estranho se algo lá te parecer familiar.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Filosofia do irmão Fabiano

Existem pessoas que são mais insignificantes que a bactéria do mosquito do cocô do cavalo do bandido.

O título, Filosofia do irmão Fabiano, dá a impressão de ser algum dito de um pastor. hehe.
Melhor que isso. Olha quanta sabedoria existe nessa frase.
Autoria do Grande irmão Kemp.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

BAR DE BLUES DOS IRMÃOS DE BONGÔ

O show acabou. A inspiração aumentou. A vontade de tomar cerveja era maior e mesmo com o quase esvaziamento do bar, encontramos uma mesa aconchegante e decidimos filosofar sobre a vida. Muitas vezes fizemos isso. Sinto saudades. Não me lembro que banda tocou, nem sobre o que conversamos. O teor alcoólico não fora o responsável por esse esquecimento. A razão foi em função das idéias que ali iriam aflorar. Sempre me lembro daquele gordinho cabeludo, barbudo safado. Meu irmão de bongô. Foram várias risadas na noite e alguns papos deprimidos também. Nos simpatizamos com as duas coisas. E claro, o que de melhor poderia acontecer: planos pro nosso futuro bar de Blues. Um dia seremos sócios. Combinamos isso em tempos de Frango regado a fumaça de tabaco com e trilha sonora da boa. Se era Pink Floyd não sei, mas sei que o ambiente era uma ideal combinação de rock, penumbra e neblina de cigarro. Final de noite, ou começo de manhã, e uma única certeza: esse nosso bar não vai dar lucro. Mas foda-se! O importante é que nós dois iremos sempre freqüentar.

Aqui fica uma homenagem para o grande e inigualável Ademar. Salve, salve, Broy, que só não é perfeito porque não é são paulino. Já tinha escrito isso outro dia. Ia postar por esses dias. Resolvi fazer hoje depois que te vi na rua e conversamos rapidamente. Um grande abraço meu irmão.

17 DE FEVEREIRO DE 2009

Você já sentiu uma felicidade incontrolável vindo não sei de onde e chegando sem querer? Eu já!
Não me pergunte como, de onde veio ou que era. Só dá pra falar que no dia 17 de Fevereiro, senti uma alegria incomum. Uma felicidade clara, alva e azulada. Era o dia da concepção do João Lucas.
Não me venha dizer que era orgasmo, porque já tinha passado há alguns minutos.
Estava no Brasil, depois de alguns meses de Espanha, para acertar detalhes de um novo emprego. A saudade era grande. E assim foi.
Alguns dias depois, de volta à Madrid, a Lívia me conta que eu seria papai e ela mamãe.
Eu já sabia. Mas, de novo, não me pergunte como.